sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Observações.

Algo mudou.
Por mais que sustenta-se o discurso " Tudo está ótimo" , sabemos que a verdade não é essa.
Inventamos inúmeros modos e meios de solucionar magicamente as nossas dores.
De modo pífio e vulgar.
Projetamos que o sofrimento é para os fracos e deprimidos.
Que encarar as nossas misérias nos faz menos nobres.
Revestimos-nos de inúmeras mascaras, meias-verdades e mentiras sinceras.
Aterramos nossas dores, misérias e frustrações, e ficamos com nosso lado belo, social e repleto de glamour.
E esquecemos que tudo é travessia. Tudo é caminho. Tudo nos move ao nosso melhor momento.
Algo realmente mudou, e muda sempre.
Mas com a simplicidade que se tem que ter.
Não há tempo para meias verdades, desculpas polidas, sorrisos educados. 
Quero mais verdade. Mais respostas concretas. Sorrisos verdadeiros. Menos ilusão.
 Pessoas inteiras.
Isso, quero inteireza.
Em tudo e em todos. 
É pedir demais?


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Confesso.




Confesso que de tudo o que passei , dos muros que ergui para me proteger , das desculpas que inventei para esquecer e os silêncios que precisei para não sofrer.
Do todo, o que  mais doeu foi medo de que todos esses desvios me afastassem de você.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pelo caminho ....



Ela vê a vida passar.
Como um bolero qualquer. Um embalo.
Vê o que quase ninguém se deu o trabalho de notar, os dias em suas cores reais. Fragmentos. Entrelinhas. Meio sorrisos. Mentiras sinceras. Olhares sonhadores. Olhares desiludidos.
Sentada a beira do caminho é fácil notar o esforço que alguns fazem para que tudo de certo. Para entrar nos eixos.Para lutar pelos sonhos.
Sentada a beira do caminho também se vê os mesmos erros. As mesmas cenas em outras circunstâncias.
A beira do caminho se vê nitidamente a vida ao redor para  não encarar o que há dentro de si.
Mas chega um tempo em que não se pode mais ser coadjuvante na sua própria  história. Fugir do seu enredo. Ser plateia.
Chega um tempo que é preciso encarar sua história , com osdramas e comédias, encontros e desencontros, chegadas e partidas.
È preciso tirar a capa de falso  herói, de ser sempre equilíbrio , serenidade e coerência.
È preciso ser realista com as nossas misérias.
È preciso ser o que se é, sem falsas modéstia, explicações ou motivos.
È tempo de sair da beira do caminho e começar a caminhar. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

.:.I wish! .:.





Enumero uma série de metas para cumprir. Ou alguns fatos a se considerar.
Desejos de uma vida mais leve. Um trajeto menos doloroso.
Viver de um modo mais calmo, me adaptar de uma forma mais rápida. Ser  honesta com as minhas sensações.
Desejo pegar todo esse período turvo, fazer uma resenha e deixar ali em um canto qualquer.
Não esquecer o passado, mas deixa-lo la, já que não posso modifica-lo.
Desejo olhar para o futuro com uma visão mais ampliada , coerente e serena.
Desejo relacionamentos mais leves, amigos mais próximos, mais poesia e mais música.
Desejo ter o coração aberto ao que há de vir.
Desejo menos inquietação e mais serenidade.
Desejo menos conflitos e mais compreensão.
Desejo mais respeito com as minhas escolhas e menos julgamentos em relação a elas.
Desejo menos explicações.
Desejo de organizar as minhas prioridades.
Mais silêncio. 
Poucas palavras.
Mais sorrisos.
Mais olhares.
Dias mais doces.
Dias mais doces.
Dias extremamente doces. 

sábado, 15 de outubro de 2011

Parte.


Parte
Reparte-me em tantas que desconheço saber.
Me comprime e expulsa.
Partiu.
Desintegra-me em pequenas partes.
Minúsculas partes.
Que gemem como em dores de parto.
Parto.
Em meio a escuridão dou a luz a emoções desconhecidas.
Que entrelinhas de lágrimas e sangue nascem.
Engatinham, reviram a casa. Pintam as paredes.
Crescem, criam seu caos.
Roubam o sono.
Desobedecem.
Desafiam.
Tornam-se independentes. 
Partem.
Silêncio.
Silencio.
Esvaziam a casa.
Devolvem o controle.
Devolvem o coração.
Devolvem a paz.
Emoções são assim, revelam, inquietam.
Fazem brotar nos olhos gotas salgadas.
Choro o meu mar . 
Como a imensidão do mar.
Como a imensidão de ecoa.
Como a saudade.
Imensa, salgada e perturbadora do mar.
Imenso como tudo que sinto.
E que não posso evitar.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ajustes.


Viver não passa de uma sucessão de ajustes. Tenho repetido muito isso. 
Talvez por neste momento me propor a isso.
Após alguns erros , precipitações e frustrações. 
Com nosso modo estranho de sentir, sofrer e amar errado.
Com tanta inquietude e insatisfação que carregamos no Dna. Com tantos  descompassos.
Só nos ajustando é possível sobreviver. Isso não quer dizer engolir todos os disparates com um sorriso no rosto, mas sim entender as causas e tentar se adaptar a realidade. Claro, não é fácil, não mesmo, mas sem esforço corremos o risco de nos deixar sucumbir pelas malezas que todos os dias nos atingem. E dar um toque mexicano demais a realidade. 
É preciso ser honesto com as nossas dores, com as nossas limitações. Com aquilo que posso-quero-tenho que, em suma, não caminha lado a lado e nem no compasso da nossa vontade.
Com alguns ajustes é possível levar a vida sem grandes sustos. Sem remoer tanto o passado. Sem muitas lamurias. Sem dores inúteis. 
Vivo essa fase de ajustes, lidando aos poucos com o meu caos, adaptando-me a realidades que, por conta própria e se possível gostaria de ignorar. Lutando contra todo o pessimismo e todas as palavras desnecessárias. Me ajustando. Me deixando florir. Não tem sido fácil confesso, as vezes caio na tentação de deixar-me levar por tudo que dói e ver onde dá. Mas é passageiro. Me poupo mais, falo menos, vejo mais, escuto mais e me cuido mais. Me ajusto a tudo, para não me perder de mim. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

....


"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela" 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Sobre recomeçar.



Talvez o tempo cure, talvez passe ou não.
Talvez seja verdade. Talvez mais um engano.
Talvez seja ilusão ou perda  de tempo.
Talvez seja tudo isso, ou nada haver com tudo isso.
Mas o que quer que seja nesse momento não pode continuar.
Nasce a certeza da necessidade de mudar o curso dessa história.
Dói , incomoda  e é desconfortável? Sim.
Mas viver nesse torpor é ir contra tudo, que jurei jamais ser .
È dar ao outro um poder que ele não tem. De roubar a  paz,os pensamentos e de  preencher de amargura o coração.
E não há mal maior quando a gente permite os outros roubem aquilo que há de verdadeiro em nós. A essência que somos.
E isso não se pode permitir.
Não posso mudar o rumo dos acontecimentos.
Mas posso mudar o modo de lidar com eles. Posso regular a intensidade que eles atingem.
Posso tentar?  Preciso acreditar que sim!
Só é necessário acreditar!
Pode tudo isso se dar. Mas pago a conta de todos os riscos, respiro fundo. Viro a página.
Recomeço.
Mesmo sem saber recomeçar.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ao passo do compasso do coração.



Os dias caminham com uma certa morosidade .
Ao passo do compasso do meu coração.
Compasso lento, passos comedidos.
Após todos os descompassos e precipitações.
Da dor que perpassa. 
E insiste em ficar.
Só caminhando a passos lentos para não se perder do pouco que resta.
No compasso lento, o retomar dos dias.
No compasso das horas, horas vividas totalmente. 
Em pequenos passos caminhos começam a nascer.
No compasso lento do coração, 
ao som de um bolero triste qualquer
nasce um novo som,
nasce possibilidades.
No compasso lento e calmo ,
para não parar, volto a me encontrar. 

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Gestos que movem nossa vida.



Provo varias vezes na inutilidade das palavras.
Provo varias vezes do impacto dos gestos.
Há momentos que não cabem em palavras. 
Há momentos em que é impossível seguir sozinho.
Tem pessoas que são como pontes no decorrer da nossa vida. As pontes são construídas para interligar  pontos de difícil acesso, para transpor obstáculos. 
E não são poucas as vezes que é exatamente isso que alguém é para nos. Não são raras as vezes que necessito da mão de alguém para transpor os obstáculos que surgem no meu caminho.
Não são poucas as vezes que vejo, em gestos simples, a possibilidade de ser ponte na vida de alguém.
E tudo isso faz a vida valer a pena. Faz percorrer espaços que não conseguiria ver só.
Faz enxergar caminhos , que a dor e o medo ocultam dos nossos olhos.
È sobre isso que queria falar hoje. Sobre a sensação que provo nesses dias. Da sensação de que, mesmo vacilando ,há mãos que me sustentam e  me fazem caminhar. Há pessoas que não permitem que eu permaneça parada lamentando pelo que eu não consigo percorrer, mas com gestos concretos ,me ajudam a transpor esses trechos de difícil acesso.
E é essa a mágica que se esconde na vida.  A certeza de que a nossa vida move outras vidas. Esse é tesouro que o companheirismo nos trás, a certeza de que não estamos sós. E isso é lindo. 


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Caio Fernando Abreu




E ontem, eu desisti.
Desisti de tudo que eu mais queria,
daquilo que eu mais desejava.
O coração palpitava de vontade, mas eu
resisti e desisti. E desistirei sempre
for que necessário, sempre que eu estiver
perto do fundo do poço. Depois do não,
depois do ‘fim’, desejei que Deus me dê forças
e fé, muita fé para continuar.
Depois de pedir muito para Deus ‘alguém’, agora eu
peço ao contrário.
Porque não vale à pena, não compensa.
Porque tem pessoas que não valem à pena"

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Das cartas que eu não mando.



 Olha,eu sei que isso tudo deve ser realmente estranho, afinal há tempos não te escrevo.
Acredito que as razões você desconheça. 
Talvez assim seja melhor. 
Então creio que seja desnecessário perguntas tolas e afins,correto?
Faz tempo não? A vida escorre pelos dedos de uma forma tão rápida que não conseguimos acompanhar. Gostaria que você soubesse que sinto muito sua falta.e de tantas outras coisas que não cabem em palavras, no contexto, ou algo parecido.
E te dizer, talvez pela primeira vez, tudo o que ficou aqui, envolto nessas paredes, desde aquele dia. Desde aquela chuvosa terça-feira. 
Sabe, sempre olhei para você como uma real possibilidade de ser feliz. De construir uma historia feliz. Sempre olhei com umas perspectiva nova, como se olhasse para uma pagina em branco e mal conseguisse me conter , de tamanha vontade de riscar umas linhas nessa historia.
Mas com você não foi assim. Você me olhava com um olhar antigo. Como uma historia já contada. Um conto grifado no auge da emoção. Tudo antigo. Olhos de passado sabe?  O nosso presente não passava de uma release de um outra história.
Historias assim são fadadas ao fracasso sabe? Acredito que a razão de vários laços virarem nós e se perderem no tempo ,vem da nossa  incapacidade de olhar para o outro com um olhar novo. De dar ao outro a oportunidade de escrever uma historia diferente. De permitir viver situações similares em novas versões.
E foi assim. Começamos ,mas  rumo ao fim.
Não há culpados,afinal quem pode determinar o que é certo ou errado no modo de agir no nosso coração.
Quem pode culpar um coração de querer ir devagar , depois de tanto ser enganado?
Quem pode nos culpar pelos nossos temores? Por todos os medos?
Ninguém.
Mas sinto dizer que nunca teremos essa garantia de atravessar a vida sem dores, decepções e frustrações. 
E que a vida é breve, e sabotar qualquer chance de ser feliz é insano. 
Lembre-se disso.
Para finalizar ,só queria te dizer que seria linda a nossa história. Talvez em um outro tempo, em outras circunstancias dê certo um dia. E trago no coração somente sentimentos bons e esse é meu desejo para a sua vida , toda sorte de bençãos.Desejo que seu coração supere essa visão antiga, regada a dores. Desejo que as feridas deixem de doer tanto assim. Desejo que você ame e seja feliz. E desejo que você vire a página e comece a escrever uma nova história para sua vida com os olhos abertos a tudo que a vida pode oferecer. 



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sobre coragem.





Há dias em que viver se torna um ato de coragem.
Há dias em que a rotina nos atinge com tamanha intensidade que parece ser impossível suportar.
Dias que só com uma certa fé e muita determinação se atravessa, sem se deixar abater, sem se deixar conduzir pelo pessimismo envolto em cada olhar.
Tem dias assim que não se consegue fugir, omitir ,ou ignorar certas coisas.  
Dias que nascem em tons de cinza. Com uma certa morosidade no ar. 
Dias em que tudo nos parece confuso, tenso e sombrio.
E é  preciso coragem! Muita coragem.
Coragem para mudar o rumo das horas. Coragem para se confrontar. Coragem para pedir abrigo. Coragem para admitir que nem tudo pode dar certo o tempo todo. 
Coragem para ir além dos próprios limites. Para ir além daquilo que se espera.Coragem para enfrentar sua limitações. Coragem para ser o que é. E isso não é pra qualquer um. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

Rascunhos e saudades.



Há dias
rascunho papéis,
arrisco
uma certa poesia.

Há tempos respiro fundo
e tento encontrar algum resquício de coragem
dentro do meu coração.

Há dias fujo de olhar frente a frente ao espelho,
na vã tentativa de ignorar
aquilo que já é impossível
ignorar.

Desvaneio.
Desvio o pensamento.
Me ocupo de pequenas coisas.
Mas um leve descuido e...
Um suspiro... e...
Uma noite silenciosa.
Um silencio.

Um silêncio que me acompanha
e que grita pela sua presença
e me atinge em cheio essa saudade
que carrego na alma. Como uma código genético.
Como uma herança.
Algo que sempre esteve ali, ou é apenas sensação?

Procuro entre as lembranças algo que desvie o foco.
Preencho os dias na tentativa de mudar o rumo da história.
E vem o medo.

O medo de me conduzir ao caminho errado.
O medo de tentar e acabar caindo na decepção.
O medo de dar certo, e tantos outros medos
Que roubam a paz, inquietam e perturbam.

E fico aqui, nessa manhã fria e chuvosa,
a rabiscar.
A traçar fragmentos
de uma história inacabada.
A desejar por um final, nem precisa ser feliz.
Mas o fim desse ciclo.
Na espera de outro.
Com ou sem você.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo! ♥



Tenho amigos tão bonitos. Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica.
(Caio Fernando Abreu)


Sou imensamente grata a Deus por me confiar amigos tão  queridos e companheiros. Pessoas que enchem a minha vida de amor, poesia e beleza.
Que me estimulam a ser uma pessoa melhor. 
E pela soma de tudo isso, a única palavra coerente é Obrigado! 
Feliz dia do amigo!  

quinta-feira, 14 de julho de 2011

=D

Sentada.
Ao redor da mesa .
Me pego a observar .
Entre taças de vinho  histórias se criam e recriam. 
Sorrisos. Olhares atentos. Fala compassada.
Fragmentos dos dias. Discordâncias musicais.
Afinidades. Diferenças. 
Uma felicidade imensa paira no ar.
Sou tomada por uma grande alegria. 
Que confirma que a felicidade se esconde em tudo que é simples
 Basta ter olhos atentos.






sábado, 9 de julho de 2011

O importante.



Já que tudo é sempre tão passageiro para que se inquietar tanto? 
Já que não se pode brigar contra os ponteiros do relógio porque não usar o nosso tempo com sabedoria?
Busquemos os bons sentimentos. A reta intenção. 
Assumir os nossos erros, as limitações e imperfeições. 
Isso vale a pena. Isso vale o seu tempo. 
Isso te faz corajoso. Afinal  a coragem não se mede por grandes feitos, mas sim por pequenas e constantes atitudes e tentativas. No levantar de cada queda. No equilíbrio de cada tropeço.  Do desejo de seguir. De ir. 
Busquemos a simplicidade , pois tudo o que é de mais verdadeiro , tudo que marca a nossa existência . Nossas pequenas alegrias se escondem  em abraços, sorrisos e pequenos gestos de amor. 
Se esconde na poesia que o ordinário nos dá. Se esconde em olhares. Em dias de sol. 
Deixemos de lado as coisas vãs, os sentimentos pequenos e mesquinhos, as atitudes precipitadas , egoístas e maldosas e caminhemos rumo ao que a de bom. Rumo ao que trás paz ao coração. Rumo ao que verdadeiramente vale a pena. 


E o que vale a pena para você? 

quarta-feira, 29 de junho de 2011

No coração.







Trago no peito tantos sentimentos escondidos nesse coração que se alarga, comprime e ainda quer mais. Que se arrebenta em sentir. E que às vezes dói por conta disso, mas não se cansa. Não da pausas e nem pausas quer .
Dói sentir muito. Observar muito. Querer muito. Investigar muito.
Trago no peito todas as dores do mundo. As mazelas que meus olhos vêem. As dores palpáveis que encontro no caminho. Os pedaços de corações partidos , que tantas vezes se juntam aos meus e que em certas vezes ajudo a juntar.E que em tantas outras se misturam.
Trago no tempo toda a espera do mundo. Espera pelo amor, pela paz, por um mundo diferente por dias mais doces.
Trago dentro do peito todas as esperanças do mundo. Uma visão de que ainda há sim um jeito melhor de viver. Algo bom que sempre pode estar escondido em algum trecho do caminho. E que cedo ou tarde encontrarei.
Trago no peito tanta coisa que ainda desconheço. Nesse coração que só faz por sentir. Que toma para si todas as sensações e sentimentos possíveis .Que quer sempre muito. Que quer intensidade.E que se inquieta, descompassa, esfola e sangra por conta  disto.
Mas nada posso fazer . Sinto, deixo doer. Deixe sufocar. Deixo-o parar as vezes de alegria e quase arrebentar de amor. 
Alimento esse coração que só sabe sentir e sentir. E que não vê outro caminho a não ser esse.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

As vezes.






Às vezes tudo não passa de meras impossibilidades. 
Vislumbres bobos.
Fragmentos.
Pedaços  de uma historia inventada.
Uma série de pontos de interrogação que se anelam a uma gama de duvidas que já trazemos tatuadas na alma .
Às vezes tudo que se pensa é na dificuldade de acreditar.
Às vezes tudo é um grande cansaço, uma fadiga que sem se sabe de onde ou porque vem.
Uma série de conflitos internos que vão de encontro com outros conflitos.
Às vezes tudo é muito barroco, um misto do querer e poder que nem sempre andam lado a lado. Que quase sempre se esbarram.
Às vezes a vida é  um presente envolto de muros que erguemos para nos proteger da maldade, da tristeza. E de tantos sentimentos feios que existem.
Às vezes tudo é uma serie de tropeços. De atitudes precipitadas. De concessões de emergência.
Às vezes só nos resta isso, o talvez.
Às vezes tudo é assim.
Assim apenas.
E as vezes, cada uma dessas vezes nos levam a beira da loucura.
Mas ,ainda bem que é só  às vezes. 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Solidão.


Você acreditaria quando falo sobre essa solidão. Essa solidão que se sente e que nada pode preencher. Como uma orfandade calculada. Como um vazio que nasce para o vazio. Que nada preenche porque nada pode preencher. Como se o nada fosse a resposta. Nada . Nada resolve. Nada ameniza. Nada porque para o nada nasce.
Nada.
Uma solidão. Uma solidão egoísta.
Quase um apreço em sentir.
Uma solidão contraditória que remete uma paz que não se pode descrever, na mesma intensidade de uma loucura que busca algo que possa preencher.
A solidão.
Berço da paz que molda a poesia do silêncio.
A solidão de um parir de sentimentos que julgo quase sempre ignorar.
Esta solidão. Não de estar só. Não por querer estar ou ser só.
Solidão
Rota de fuga da alma atribulada de palavras, sonoridade, impaciência.
Um voltar para si.
Um abrigo
Um porto seguro.
Um caminho
Sinto-me só, mas nunca estive em tão boa companhia.
Loucura?

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dia nos namorados.



Então é dia dos namorados. Para alguns uma data meramente comercial. Para outros a chance de reafirmar o amor a outro alguém.
Nada mais lindo do que celebrar o comprometimento. A junção de histórias ,almas e contextos que se não fosse pelo amor jamais se cruzariam nessa vida. A nobreza de confiar o coração a outro alguém. A individualidade em comunhão. Duas pessoas que não se anulam e buscam uma terceira via para trilhar juntos. Que se prendem livremente e vivem livres por se prenderem.
E isso sim é razão para comemorar. Todos os dias. Não em datas especificas. Celebre seu amor e faça com que esse amor perdure nos seus gestos, nos seus atos e na suas palavras. Que esse amor gere vários outros amores. Pois é para isso que o amor nos leva, a amar cada vez mais.
E que todos os relacionamentos sejam pautados no respeito pelo outro. Na busca pelo crescimento , sonhos e desejos do outro.
Já disse sabiamente Tom Jobim. Fundamental é o amor. Celebrar o amor. O combustível que move nossos dias. Que da vivacidade ao nosso tempo.
Em tempos em que tudo é tão passageiro, o amor é atemporal. E nos faz  bregas, loucos e valentes. Impulsiona-nos a ser verdadeiros e espontâneos. Leva-nos a caminhos desconhecidos. Permite enxergar belezas ocultas dentro e fora de nos, até então despercebidas. È essa é a mágica.

Feliz dia dos namorados para os enamorados.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Felicidade.




Você pode deixar para cortar o cabelo amanhã, ir as compras amanhã. E uma diversidade de coisas para fazer amanhã. 
O que não pode é deixar a possibilidade de dias felizes para amanhã. Ir em busca do que é preciso para ser feliz semana que vem. Ser feliz é urgente. Não se pode deixar os dias irem passando de forma apagada, matando os minutos como tanta vida a nossa espera. Não se deve permitir que os medos sabotem nossa alegria, nossa fé e nossa esperança. È preciso dar cor e molde aos nossos dias. A sua cor. O seu molde. O seu jeito de ser feliz.
Apesar de todos os pesares. Se sentir feliz apesar dos descompassos. Apesar de todo o pessimismo que bate a nossa porta. Apesar das escolhas erradas e dos caminhos trôpegos. Feliz com as nossas imperfeições, com as nossas qualidades e com as nossas neuroses.
Ser feliz no processo de ser feliz. Na busca do seu caminho. Feliz com a vida que optou em viver.
Pois cada parte desse todo nos encaminha para o rumo certo.
A nossa felicidade. 


sábado, 4 de junho de 2011

Paz




Quando o vejo o  mundo volta ao seu devido lugar.
Ele segura a minha mão e todo caos se dissipa.
Meu coração se alegra.
E tudo fica bem. 
Fica em paz.
Tudo fica em paz

terça-feira, 31 de maio de 2011

Espalhe o amor.




Hoje amanheceu um lindo dia. Mas muitas vezes a gente nem consegue ver a beleza que está ao nosso redor. Há tanto amor ao nosso redor. Há tanta beleza escondida em detalhes. Há tanto. E a gente muitas vezes esquece de notar. 
Assim também como esquecemos de todo o amor que há em nós e que renegamos. Toda a capacidade de amar que temos e que deixamos de lado, por medo, por recusa ou por orgulho. Toda a capacidade de amar que os nossos gestos podem proporcionar a outro alguém. 
Mas não são raras as vezes que fazemos tudo errado, tudo na contramão. Usamos nosso olhar para recriminar e repreender, usamos nossas palavras para ofender, acusar ou questionar. Usamos nossos lábios para falas atravessadas. Usamos nosso tempo, cada vez mais escasso de maneira errada, gastamos energia com coisas passageiras, com futilidades. Com brigas bobas e intrigas, quando poderíamos desvendar o outro, ser amigo, ser um bom companheiro, um bom filho, um bom marido, um bom funcionário. Tanto se perde,  quando não sabemos usar o amor que há em nós, a usar o nosso olhar para amar o outro apesar de não concordar com fatos da vida dele. A amar com o sorriso. A usar as palavras para recordar ao outro o quanto ele é especial, querido e amado. O quanto ele é repleto de qualidades. E com gestos, as vezes quando não é possível ou quando não se sabe como expressar em palavras  esse amor, os gestos fazem toda a diferença.
Assim como Jesus Cristo, João Paulo II, Madre Tereza de Calcutá que com  simples gestos conseguiam transmitir um amor palpável. Que seja assim os nossos dias, que o amor molde nossas escolhas, molde o nosso cotidiano.Molde as atividades simples que realizamos. Que o pouco que eu faço, seja repleto de amor. 
Abra os olhos, abra o coração e espalhe amor, pequenas mudanças ao nosso redor podem mudar vidas.  Diga pra as pessoas do seu amor e demonstre esse amor. Ame intensamente, porque no fim só isso realmente vale a pena na vida. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Do que não se pode evitar.




O corpo dele exerce uma espécie de magnetismo.Os olhos uma espécie de hipnose.  Me perco tentando me concentrar em algo que não seja esse sorriso. 
Ele se volta pra mim e todas as desculpas que inventei virão pó. Parte de mim pede pra se levantar e sair o quanto antes, mas outra parte devaneia e quer ficar, quer juntar as mãos com a dele, sorrir com ele e se perder naquele olhar.
Toda a racionalidade recém construída se derrete como gelo exposto ao sol. Tudo. Tudo perde o sentido quanto ele diz baixinho no meu ouvido que sentiu a minha falta. Quando ele me olha, quando ele me olha o chão foge dos meus pés e minha cabeça gira como num carrocel desenfreado.
Me esforço, me esforço até demais para me manter longe dele. Me esforço, mas tudo em vão. Um breve descuido e estou eu ali sentada a suspirar. A ver fragmentos dele em todos os lugares. A ouvir melodias conhecidas que nos agrada. E eu penso nele. Penso nele o tempo todo. Invento historias, planejo o futuro. Sorriu a me achar uma boba por pensar tanto assim em alguem. Mas não me importo. Já não me importo com mais nada. Já não me importo com os receios. Ignoro o  medo, o medo de dar tudo errado, o medo de amar demais. Nada disso tem a menor importância. Nada disso consegue me fazer recuar, me fazer ir pra longe dele. Nada disse se compara a  essa série de sensações que ele provoca em mim. E que eu não consigo ignorar. 

sexta-feira, 20 de maio de 2011

She.



Ela é uma moça de  muitas palavras. Silêncio perturbadores .Sorriso discreto. Gestos delicados. Voz doce. Olhar profundo. Olhar distraído. Olhar intrigante. 
Ela é melodia doce, é prosa  e poesia. E verso, letra e refrão. 
Ela segue os dias com inquietação de quem não tem tempo a perder. Vai desenhando seus  dias da forma  que lhê convém.
Ela inventa os dias para fugir da solidão ou foge da solidão reinventando os dias. 
Ela desacreditou de tantas coisas. Mas ainda tem fé, apesar dos ventos contrários, das palavras desanimadoras, da falta de verdade e do brilho no olhar que perderam as pessoas. 
Acredita, porque decidiu que acreditar era o caminho. Força, coragem é fé, assim disse o poeta,recordou ela, além do desejo de dias doces.
Ela acredita que tudo ainda pode ser melhor. Acredita em amores eternos, em amizades infinitas , nos livros e na poesia.
Acredita na coragem que carrega em algum lugar dentro de si. Acredita na verdade escondida em cada ser. 
Acredita em dias prósperos.
E é feliz assim. Acreditando nas suas loucas teorias, nas ideias de revolucionar os dias e na insana mania de recomeçar sempre. Acredita sim, porque acreditar é o caminho. É o seu caminho. E o caminho é ser feliz. E ela acredita!  




Este é um ponto importante: ir, sobretudo, em frente.
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Be happy!


Sou tomada hoje por uma sensação intensa de felicidade. Gratidão, esperança ou qualquer sintoma similiar. Tenho vivido situações intensas, outras tensas e engraçadas. Mas nunca estive tão bem.  Bem com as minhas escolhas, com os meus defeitos. Nunca estive com tanta esperança no coração , com uma visão tão ampliada dos dias melhores que chegaram e dos que ainda virão. Nunca senti Deus tão perto de mim como agora. Há tempos não me sinto tão confortavél na minha própria pele. Mas isso não veio de graça, nem foi resultado de algo cabalistico ou um super livro de auto ajuda, isso é resultado de aceitação. Aceitar que minhas vontades nem sempre vão na mesma proporção que os meus limites, que não tenho obrigação de ser sempre feliz, que não consigo agradar toda a face da terra. Aceitação em notar  que apesar da série de defeitos que possuo eles se equilibram em alguma balança oculta do universo com as minhas qualidades e fazem com que isso seja uma dose coerente e agradavel. Aceitar que as minhas cobranças muitas vezes são insanas. Aceitar que os meus erros me encaminham para bons acertos. Aceitar  a conviver com as esperas necessárias. Aceitar o outro como e pelo que ele é e não querer ficar modificando-o e se torturando por não conseguir. Aceitar que sou incompleta, as vezes incoerente, mas que todos os dias o ritmo da vida me impulsiona mudanças. E assim vou modificando e me refazendo. 
Aceitação essa é a palavra. Muitas vezes a opinião alheia, os comentarios maldosos tem um impacto muito grande no nosso equilibrio. O importante é saber dosar até que ponto isso pode ou deve nos afetar. E qual dessas opinões são verdadeiramente importantes, poucas são acredite. Só que nos ama, que nos conhece de verdade é capaz de dar opiniões verdadeiramente coerentes e construtivas. E eu aceitei tudo isso. Todos os prós e contras. Todas as versões que sou. Tudo o que sou. Toda a minha inquitude, intensidade e loucura. Todas as minhas manias. Tudo. Aceitei tudo isso. 
Hoje sou arrebatada por essas boas sensações. Um turbilhão delas. Boas, calmas e intensas. Respiro fundo e absorvo todas elas . E  desejo irradiar  todos com essas sensações. Com sensação de que ser o que a gente é a nossa melhor opção. A nossa melhor versão. A nossa salvação. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tarde de maio.



Tarde e fria e ensolarada de Maio. O ritmo dos dias seguem iguais, quase uma morosidade. Uma morbidez disfarçada.
A rotina segue seu ritmo. O sol por vezes ofuscando os meus olhos, turvam a visão. E de repente a claridade. Em desfoque, os carros, prédios e pessoas passando entre olhares perdidos, tristes e com a pressa de quem não tem tempo a  perder. Em meio a uma sequência de fatos aleatórios, com num filme de romance qualquer em meio a apagada multidão surge ele. Ressurge. Olhar decidido. Passos confiantes. Alma iluminada. Entre um olhar de reconhecimento e um leve sorriso, não reajo. Sua presença ofusca minha visão. Sua presença afeta minha íris com a mesma intensidade que o sol.
Um reencontro. Sorrisos. Palavras trocadas rapidamente. Surpresa. Um café. Uma resenha barata dos dias. Outro dia. Outro encontro.Uma possibilidade de dias felizes.
Ele não estava nos planos. Nada disso estava nos planos. Era como se alguma porta do passado tivesse sido escancarada.
Devaneio. Sonhos. Seria possível?
Mas ele não fazia parte dos planos. Os planos já tinham de esvaído. Vivia aquela certeza de quem nada espera. Sem muitos sonhos, sem tantas possibilidades . Olhando tudo com um jeito descrente . De quem vive os dias por viver. Até aquele momento. Por que algo mudou. Algo iluminou o que já tinha apagado. As perspectivas são promissoras . E as possibilidades abafam o medo. Trancafiam as neuroses em uma gaveta qualquer. Abrem caminhos desconhecidos. E tudo mudou rapidamente.
Voltar atrás? Não. Prefere esses novos dias repletos de luz, brilho no olhar e sorrisos bobos. Prefere a proximidade, olhos nos olhos. Cumplicidade. A poesia do silêncio e dos gestos.
Não era objetivo. Não era parte dos planos , mas se tornou prioridade. Anulou o passado, intensificou  o presente e molda o futuro. Abre uma gama de possibilidades.  
E foi assim  numa tarde fria de maio , que ele e modificou os dias. Modificou o rumo da história. Iluminou.   
Assim como o sol. Meu Sol.



sábado, 7 de maio de 2011

Obrigado Mãe!


No meio a tanto alarde. Gostaria apenas de agradecer. Agradecer mãe por ser antes de tudo suporte para os meus dias. Por me guiar em sendas retas. Por me ensinar a ser gente. Por me fazer ir além ,mesmo quando ir além parece ser impossível. Por me amar pelo que sou, e isso bastar. Por me defender do mundo de modo destemido. Por muitas vezes abrir mão dos seus sonhos e vontades , para que os meus sonhos e vontades fossem realizados. Obrigado mãe.
Obrigado mãe. 
Obrigado!