terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Sobre recordações.




Abro as gavetas das cômodas e  junto com elas o baú de memórias . Abre-se envelopes e as janelas da alma. Entre escritos antigos, fotos, bilhetes e cartas. Vida partilhada na fração dos dias. Tentativas de eternizar os momentos em um esboço qualquer.
Entre o passado vivido e o futuro esperado, fragmentos de um hoje com doses homeopáticas de passado. É bom recordar. É bom olhar para trás com a sensação tranquila de ter realizado coisas boas. É bom relembrar a sua história com sorriso no rosto.
Bom é isso. Seguir é prosseguir porque a vida não para.
Fecho as gavetas. Ordeno o passado. Mas as janelas da alma ,ainda estão escancaradas para tudo o que ainda está no horizonte.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Sobre o ano novo


Recomeçar é fundamental.
Tanto quanto persistir.
Recomeços possibilitam alvejar a alma das marcas das histórias erradas. Das escolhas precipitadas.Das perdas e abandonos.
Recomeços imergem raios de força escondidas dentro do nosso ser.
Eu quero sempre essa possibilidade de recomeçar no tempo oportuno.
Um ano novo começa. Uma fração de tempo divida em dias e meses.
Um possibilidade de inaugurar um novo capitulo na nossa história.
Que neste novo ano, você também se renove.
Inaugure partes da sua alma e coração que o tempo ainda não revelou.
Inaugure seu olhar para as maravilhas que se escondem no cotidiano.
Prepare seu coração para as alegrias deste novo tempo. Para os pesares também. Mas que em tudo possamos crescer. 
Que 2013 renove em sua vida tudo aquilo que é necessário.
Que sejamos mais simples.
Que sejamos menos exigentes conosco.
Que sejamos mais felizes.
E que caminhemos rumo ano novo.
Todos os dias.  

sábado, 15 de dezembro de 2012

Sobre saudade


Saudade de você.
Saudade de uma parte do meu ser que só você consegue despertar. 
De uma parte em mim que só brilha quando você está.
Saudade do eu que vive em você. 
Do todo que sou só por você perto estar. 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sutilmente



Sutilmente se aproxima.
Façanha de quem sabe chegar.
Adapta entre os espaços e brechas.
No momento oportuno descobre territórios
Civiliza pequenas regiões
Sem alardes
Sem movimentos bruscos
Rabiscas as teorias elaboradas
Derruba as barreiras construídas para atravessar os dias
Como território recém descoberto
Inaugura-me
Povoa-me
Habita-me
Toma os espaços.
Altera a ordem da organização
Sou ele? Sou dele?
E tudo se torna extensão.
Pontes
Estradas.
Novas rotas
Um só povo.
Uma só alma.
Um só coração.
Somos.
Somos amor.
Sutilmente.
Indefinidamente amor.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Sobre o para sempre.



Em certos momentos as palavras não dizem tudo aquilo que queremos que elas expressem.Mas sinto que dizer que te amo parece pouco.
Mas também creio que o pouco é confiar apenas no que se pode descrever. Então digo ,que por você sinto aquilo que ainda não há palavras para descrever, ou talvez sinta aquilo que é impossível descrever, mas possível de sentir e viver.  Eu sei que  entenderá.
Quando se tem 6 anos , os contos de fada nos ensinam que um dia você vai encontrar alguém, e esse alguém vai te amar para sempre. Esse alguém vindo de um lugar distante enfrentará bruxas, dragões, duelará com malvados, escalara torres e tantas outras coisas, apenas para conquistar o seu amor.
Depois de um tempo você percebe que a história não é bem assim  . Mas a vida em sua constância e intensidade vai aos poucos  mostrando o que os contos de fada esqueceram  de dizer.
Que seu príncipe não será perfeito. Assim como você também não é ou  será. Que as bruxas, dragões e malvados não são de desenho são reais, e se escondem em pessoas maldosas, na inveja e às vezes na nossa própria incapacidade de lidar com os nossos excessos.
Que  há também  obstáculos a serem transpostos , não apenas castelos, nossos próprios caminhos, nossa carga, nossa passado e os descompassos, que são tão complicados de escalar e desvendar como os próprios castelos antigos abandonados e sombrios.
Mas um dia alguém mais esperto nos aponta a  grande verdade,  que um dia, você encontrara sim um príncipe, mas que ele vem no tempo certo, no momento oportuno, quando o seu coração deixar de buscar e escolher errado.
Que ele lutará por você ao seu modo, do seu jeito. Assim como você por ele.
Que você de decidirá por ele, assim como ele por você.
Vai entender que é preciso paciência ,disposição e jogo de cintura e  que não existe facilitações ou mágicas. Que é preciso mais do que um beijo para o “felizes para sempre” ; é preciso decisão.
Os contos de fada não nos dizem o que vem após “foram felizes para sempre”, eu arrisco dizer que vem o foram para sempre,  foram felizes, tristes, loucos,  impacientes, agridoces e tanto. Foram tudo. E isso é lindo.
Isso é amor. Ser tudo.
Foi assim que aconteceu. E assim será. Serei seu tudo e meu tudo você será.
E esse é o desejo do meu coração.. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012





Felicidade é seu sorriso ao me ver chegar.
Abrigo seguro  ao coração.
Docilidade do amor que em gestos simples, breves e sutis mostram tudo aquilo que as palavras não conseguem alcançar.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Sobre aqueles dois



Havia entre eles uma reciprocidade quase palpável. Possuíam uma linguagem aquém , domínio total de uma rara linguagem de gestos e olhares desconhecido pelo resto da humanidade.
Pareciam um, eram o que diziam. Quase uma extensão um do outro. Essas sandices que inventamos para justificar aquilo que não vemos logica ou compreensão.
Eles eram bons juntos. Diziam isso também. Eram naturais. Irritantemente bem resolvidos e articulados
Juntos tinha a façanha de conduzir as pessoas em segundos a ver a vida de um modo mais calmo que o comum.
Eram simples. Viviam um dia de cada vez, era fácil notar. 
Tinham uma filosofia quase insana para alguns:  Um pouco de fé, esperança , paciência e um sorriso e tudo se ajeita. E saiam por ai com uma leveza de deixar a mais sublime bailarina com inveja mortal.
Eles eram assim juntos. 
Aqueles dois eram assim perfeitos juntos, porque descobriram aquilo que todos dizem mais poucos fazem . Que uma boa história se faz, quando duas pessoas inteiras se dispõem a firmemente a escreve-la. 
Assim era aqueles dois.