quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O tempo.


Vivo a flertar com o tempo. 
Com as esperas que ele me impõe.
Vivo a deslizar pelas horas, sentindo-as  passar.Correr. Pesar.
Sondo os dias que passam com o olhar distraído e a mente focada.
Desnudo as horas, os minutos. 
Vivo a dançar neste ritmo do ter, o ser e o querer.
Ah Senhor tempo, que se arrasta e se apressa. Que inquieta e alegra meu pobre coração.
Que me ensina que nossos ritmos nem sempre andam do mesmo compasso.  
Que alivia meus descompassos. 
E prevalece o seu ritmo.
E quase sempre. Sempre. Faz tudo valer a pena.Faz tudo ser coerente. 
Faz tudo ser exato. 
Exato?

sábado, 21 de janeiro de 2012

Divagações.




Há lacunas que as palavras não alcançam, e algumas que só a poesia ameniza.
Há espaços antes  completos,  hoje pequenos desertos.
Há partes soltas da história que inibem a conclusão.
Há partes em mim  que jamais retornarão.
Há poços, mentiras e uma dose de polidez.
Há fragmentos, meios sorrisos ,saudade e insensatez.
Há todo um caminho a frente e um desejo no coração de voltar.
Há um passado presente.
Há um desejo.
Há uma história sem final.
Há fatos e um desejo de mudar.
Há esperança, e um desejo sincero de acreditar.
Acreditar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Eu acredito.


A vida é uma constante evolução.
Hoje damos passos curtos, para amanhã dar grandes saltos. 
Hoje lavamos de lágrimas os nossos olhos, para purificar a nossa visão do amanhã.
Hoje sofremos as dores das esperas, das tropeços e erros, para descobrir com  alegria que o do caminho certo, também se faz com pequenos desvios.
Hoje inquietamos o nosso ser com tantas situações,para aprender a construir  a paz de amanhã.
Tudo é travessia, já disse o poeta.
Tudo nos prepara para o melhor que a vida nos reserva.
Só basta acreditar.
Eu acredito!!


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dois mil e doce!



Sim, você leu corretamente. Dois mil e doce. Parafraseando meu amado Caio Fernando Abreu : Que seja doce.
Esse é meu desejo, um ano repleto de docilidades. De alma tranquila. De visão ampliada. É tempo de começos. De zerar o cronometro. De começar um novo capitulo de sua história. 
Eu não sei como foi seu 2011, nem sei o que dele você deseja levar ou deixar. Só sei que um ano novo merece no minimo uma nova visão. 
Ou seja,leve do ano que passou aquilo que verdadeiramente te agregou , que te fez um ser humano melhor, que te fez crescer mesmo aos tropeços. Leve aquilo que te fez leve, que te pesou um pouco, mas que te fez mais forte.
Comprometa-se com aquilo que te faz melhor, faça promessas coerentes. Busque aquilo que te faz bem. Seja mais realista, mais sonhador. Cante, dance, fique ao lado daqueles que você ama. Gaste seu tempo com sabedoria, busque o equilíbrio entre aquilo que você quer e aquilo que você pode ter e aquilo que você tem.
Isso, equilíbrio e docilidade.  
E que 2012 seja isso, que seja doce. E vai ser 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Observações.

Algo mudou.
Por mais que sustenta-se o discurso " Tudo está ótimo" , sabemos que a verdade não é essa.
Inventamos inúmeros modos e meios de solucionar magicamente as nossas dores.
De modo pífio e vulgar.
Projetamos que o sofrimento é para os fracos e deprimidos.
Que encarar as nossas misérias nos faz menos nobres.
Revestimos-nos de inúmeras mascaras, meias-verdades e mentiras sinceras.
Aterramos nossas dores, misérias e frustrações, e ficamos com nosso lado belo, social e repleto de glamour.
E esquecemos que tudo é travessia. Tudo é caminho. Tudo nos move ao nosso melhor momento.
Algo realmente mudou, e muda sempre.
Mas com a simplicidade que se tem que ter.
Não há tempo para meias verdades, desculpas polidas, sorrisos educados. 
Quero mais verdade. Mais respostas concretas. Sorrisos verdadeiros. Menos ilusão.
 Pessoas inteiras.
Isso, quero inteireza.
Em tudo e em todos. 
É pedir demais?


terça-feira, 22 de novembro de 2011

Confesso.




Confesso que de tudo o que passei , dos muros que ergui para me proteger , das desculpas que inventei para esquecer e os silêncios que precisei para não sofrer.
Do todo, o que  mais doeu foi medo de que todos esses desvios me afastassem de você.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pelo caminho ....



Ela vê a vida passar.
Como um bolero qualquer. Um embalo.
Vê o que quase ninguém se deu o trabalho de notar, os dias em suas cores reais. Fragmentos. Entrelinhas. Meio sorrisos. Mentiras sinceras. Olhares sonhadores. Olhares desiludidos.
Sentada a beira do caminho é fácil notar o esforço que alguns fazem para que tudo de certo. Para entrar nos eixos.Para lutar pelos sonhos.
Sentada a beira do caminho também se vê os mesmos erros. As mesmas cenas em outras circunstâncias.
A beira do caminho se vê nitidamente a vida ao redor para  não encarar o que há dentro de si.
Mas chega um tempo em que não se pode mais ser coadjuvante na sua própria  história. Fugir do seu enredo. Ser plateia.
Chega um tempo que é preciso encarar sua história , com osdramas e comédias, encontros e desencontros, chegadas e partidas.
È preciso tirar a capa de falso  herói, de ser sempre equilíbrio , serenidade e coerência.
È preciso ser realista com as nossas misérias.
È preciso ser o que se é, sem falsas modéstia, explicações ou motivos.
È tempo de sair da beira do caminho e começar a caminhar.